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Atelier
Por que esperamos dois anos antes do primeiro corte
Por João Resende·14 mai 2026·6 min de leitura
Quando uma prancha chega ao atelier, ela ainda está viva. Carrega água, tensão e memória da árvore. Cortá-la cedo demais é condenar a peça a empenar anos depois, quando já estiver na sala de alguém.
"A madeira tem pressa nenhuma. Quem tem somos nós."
— João Resende
Por isso empilhamos as pranchas com espaçadores e as deixamos respirar ao ar livre por dois anos. A umidade cai devagar, de fora para dentro, até a madeira encontrar equilíbrio com o ambiente.
Só então ela está pronta para virar mobiliário — estável, honesta, pronta para durar gerações.